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MAIS INFORMAÇÕES DA PRISÃO DO ACUSADO DE CHACINA NO ESTADO DO PIAUÍ

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FOI LOCALIZADO EM UMA RESIDÊNCIA na sede do município; ele está sendo interrogado

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Clewilson Vieira chegou em Teresina às 18h20 desta quinta-feira (06/11) trazido por Policiais Militares no helicóptero da PM. Ao desembarcar no aeroporto, silencioso e frio, Chiê, como é mais conhecido, falou pouco aos jornalistas e diante das câmeras, riu ao ver tamanho movimentação diante da sua prisão. O acusado pela morte da esposa e mais quatro pessoas em chacina ocorrida a exatamente uma semana em São Miguel do Tapuio, foi levado para o Quartel do Comando Geral, onde concedeu uma entrevista reveladora.

O homem não nega os crimes que cometeu. Ele conta que descobriu a traição da esposa e queria saber dela a verdade. "Perguntei e pedi que ela me contasse a verdade do que eu já tinha visto, mas ela mentiu, negou na minha cara uma coisa que eu vi", conta explicando o porque de ter matado a esposa. A suposta amante da esposa, não teria sido encontrada e por isso também não foi morta. Da sua residência, saiu atrás de mais quatro pessoas. "Não foi eu quem fiz, fizeram comigo.. fizeram eu fazer. Quero dizer a quem esteja me vendo que não desconfie da intenção de outra pessoa. Quem prejudica também vai acabar sendo prejudicado", diz, em termos desconexos.

Sobre o motivo de ter voltado para a cidade, Chiê diz que queria se explicar com a família. "Eu não queria me matar antes de dizer pra minha família o porque de ter feito isso. Mas não tive tempo de falar com eles", disse negando que tenha planejado tudo, e que decidiu tudo depois de falar com a esposa.
Fotos enviadas via WhatsApp
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"ABRIR O OLHO DO MUNDO"
Ao falar sobre a motivação das demais mortes, o acusado disse: "Eles queriam me tirar da cidade, bateram a mão nos peitos... eu vi". Chiê revelou arrependimento em ter matado uma pessoa. Claudio, que não deveria ter sido sua vítima, e sim o irmão. "Minha mensagem é de pedi para as pessoas não sufocarem as outras. Eu queria abrir o olho do mundo. Mostrar que nunca devem querer mal daquela pessoa".
PENSA EM SE MATAR
Chiê negou ainda que tivesse envolvimento com o tráfico, pelo menos recentemente. "Estou quatro anos parado no tráfico. Eu e minha esposa vivíamos de empréstimos. Só o que eu quero da minha vida agora é morrer".

PRESO PERTO DA CASA DOS PAIS
Em Teresina, a polícia esclareceu que Chiê foi encontrado próximo da residência dos pais no bairro Bandeirantes, em uma casa onde estava com mais duas pessoas. Ele os tentou fazer de reféns, mas a polícia acredita que se tratam de comparsas que o ajudavam a manter o esconderijo. Uma grande operação com mais de 50 homens foi montada para cercar a casa e garantir que o atirador fosse preso.
CHEGOU ONTEM À CIDADE
A polícia informou que Chiê chegou à sede do município na noite de ontem. Durante o dia de hoje os policiais averiguaram a informação e conseguiram confirmar que ele estava no interior da casa. Segundo o comandante de policiamento do interior, coronel Lindomar Castilho, o homem ainda tentou empreender fuga pelos fundos da casa, mas não percebe que já estava cercado e acabou sendo pego.
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Em sua fala, o atirador chegou ainda a menosprezar o trabalho da polícia. "A Polícia só faz alguma coisa depois das tragédias. Porque não cuidaram de mim antes?", completando que sempre teve acesso fácil a armas e munição com facilidade.

A grande movimentação, inclusive com a chegada repentina do helicóptero da PM chamou a atenção de muitos populares, que saíram na rua e acabaram registrando a prisão do acusado de matar a esposa e mais cinco pessoas no povoado Palmeira de Cima, que fica a 40 km da sede do município.

Ainda ontem a polícia havia recebido a informação de que Chiê tinha sido visto na sede do município, sem levantar suspeitas, a polícia preparou um plano para invadir a casa, mantendo inclusive para a imprensa e populares na cidade a crença de que o acusado ainda estaria na mata. O sigilo da informação ajudou na captura do homem de 35 anos.
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POLÍCIA QUER SABER QUEM DEU APOIO
O tenente coronel Gomes, que auxiliou nos trabalhos em São Miguel do Tapuio, disse que Chiê contou com apoio de pessoas na cidade, e será investigado se isso aconteceu por medo ou conivência. Com ele a polícia encontrou duas facas, 115 munições, uma espingarda calibre 12, uma submetralhadora e ainda uma pistola. O revólver, Chiê teria abandonado na mata durante a fuga.

A ação da polícia foi aplaudida, enquanto muitos gritavam a palavra "assassino" contra Chiê. Outras pessoas também teriam sido detidas por acobertar o criminoso. A prisão aconteceu horas antes da missa em homenagem às vítimas que ocorre no final da tarde desta quinta no povoado onde a tragédia aconteceu.
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REPÓRTER: Daniel SilvaColaboração: Francisco Alves - Correspondente de São Miguel do Tapuio
Publicado Por: Apoliana Oliveira